Como funciona a taxa dos Certificados de Aforro
A taxa base da Série F é definida todos os meses pelo IGCP, a agência que gere a dívida pública portuguesa, através de uma fórmula simples: a média da Euribor a três meses observada nos dez dias úteis anteriores ao cálculo, com um limite mínimo de 0% e um limite máximo de 2,5%. Isto significa que, sempre que a Euribor sobe, a remuneração dos Certificados de Aforro acompanha quase de imediato, ao contrário dos depósitos a prazo, cuja taxa depende da vontade comercial de cada banco.
À taxa base somam-se os prémios de permanência, que recompensam quem mantém o dinheiro investido: 0,25 pontos percentuais do segundo ao quinto ano, 0,50 do sexto ao nono, 1,00 no décimo e décimo primeiro, 1,50 no décimo segundo e décimo terceiro e 1,75 nos dois últimos anos da Série F. No melhor cenário, com a taxa base no máximo, um certificado no décimo quarto ano pode render 4,25% brutos.
Impostos, resgates e capitalização
Os juros são calculados e capitalizados trimestralmente, já líquidos da taxa liberatória de IRS de 28%, retida na fonte pelo IGCP. Não tens de declarar nada no IRS nem de fazer contas ao imposto: o valor que vês na tua conta aforro é o valor final. É exactamente assim que este simulador calcula, trimestre a trimestre, para que o resultado corresponda à realidade e não a uma aproximação anual optimista.
Quanto à liquidez, os Certificados de Aforro estão entre os produtos mais flexíveis do mercado: podes resgatar total ou parcialmente a partir do primeiro vencimento de juros, perdendo apenas os juros do trimestre em curso. O capital nunca é penalizado e está integralmente garantido pelo Estado português, o que faz destes títulos um dos investimentos de mais baixo risco ao dispor das famílias.
Certificados de Aforro ou depósito a prazo?
Na maioria dos casos, os Certificados de Aforro ganham a comparação: a taxa média dos novos depósitos a prazo em Portugal continua bastante abaixo da taxa base da Série F, e poucos bancos oferecem produtos com reforços a partir de 10 euros e resgate trimestral sem penalização de capital. Existem depósitos promocionais pontualmente mais generosos, mas costumam exigir montantes elevados, prazos curtos ou dinheiro novo. O simulador acima mostra-te, em euros, a diferença entre as duas opções para o teu montante e prazo concretos.
Para objectivos de longo prazo, convém no entanto ser honesto: com o tecto de 2,5% na taxa base, os Certificados de Aforro dificilmente batem a inflação de forma consistente. São excelentes para o fundo de emergência e para poupança de curto e médio prazo, mas para horizontes de dez ou mais anos a história mostra que os mercados accionistas, através de ETFs diversificados, tendem a oferecer rentabilidades reais superiores, em troca de risco e volatilidade. Podes fazer essas contas na nossa calculadora de juros compostos.
Perguntas frequentes
Qual é a taxa dos Certificados de Aforro este mês?
A taxa base é fixada mensalmente pelo IGCP em função da Euribor a 3 meses, entre 0% e 2,5%. O simulador desta página é actualizado automaticamente com a taxa em vigor, que podes ver pré-preenchida no campo da taxa base.
Onde posso subscrever Certificados de Aforro?
Nos balcões dos CTT, na app dos CTT, no portal AforroNet do IGCP e no Banco BiG. A subscrição inicial mínima é de 100 euros e os reforços podem ser feitos a partir de 10 euros.
Os juros pagam IRS?
Sim, à taxa liberatória de 28%, retida automaticamente na fonte a cada capitalização trimestral. Todos os valores deste simulador já são líquidos de IRS.
Qual é o limite máximo que posso investir?
O limite por aforrista na Série F é de 250.000 unidades (250.000 €). Quem acumula certificados da Série E e da Série F tem um limite conjunto de 500.000 €.
E se a taxa mudar depois de eu subscrever?
A taxa base dos teus certificados é revista trimestralmente em função da fórmula em vigor. A simulação assume a taxa actual constante durante todo o prazo, pelo que o valor real pode ser superior ou inferior consoante a evolução da Euribor.