Resposta curta: três vias, uma conta aforro
Para comprar certificados de aforro precisas primeiro de uma conta aforro, que é individual e não é uma conta bancária: serve apenas para registar os teus certificados. Depois podes subscrever nos CTT (balcão ou app), no AforroNet (o portal do IGCP) ou no Banco BiG, se fores cliente. A primeira subscrição é de 100 €, os reforços começam nos 10 € e o máximo na Série F é de 250.000 € por aforrista.
A Série F paga actualmente a taxa base no limite máximo de 2,5% brutos, a que acrescem prémios de permanência a partir do 2.º ano. Os juros são capitalizados trimestralmente e sofrem 28% de IRS, retido na fonte, pelo que 2,5% brutos equivalem a cerca de 1,8% líquidos. Para veres o efeito no teu valor, usa o simulador de certificados de aforro.
Documentos de que precisas
A lista exacta varia um pouco consoante o canal, mas conta com isto:
- Documento de identificação válido (por exemplo, o Cartão de Cidadão);
- Número de identificação fiscal (NIF);
- IBAN de uma conta bancária em teu nome, que fica associado à conta aforro e é para onde seguem os resgates;
- Comprovativo de morada, quando o canal o pedir;
- Comprovativo de profissão ou de entidade patronal, que alguns canais exigem na abertura da conta.
Confirma a lista antes de te deslocares ao balcão: faltar um documento é o motivo mais comum para ter de voltar uma segunda vez.
Passo a passo nas três vias
Via 1: balcão dos CTT
- Leva os documentos acima a um balcão dos CTT.
- Pede a abertura da conta aforro, que em regra não tem custos de abertura nem de manutenção (confirma no balcão).
- Indica que queres subscrever a Série F e o valor pretendido, com o mínimo de 100 €.
- Paga pelo meio indicado pelo balcão e guarda o comprovativo da subscrição.
É a via que obriga a uma deslocação, mas também a mais directa para quem nunca teve uma conta aforro e prefere que alguém valide os dados no momento.
Via 2: online, na app dos CTT ou no AforroNet
Aqui há uma condição: a conta aforro já tem de existir. Se ainda não tens, começa pelo balcão. Com a conta aberta, adere ao AforroNet no portal do IGCP com o teu NIF e dados pessoais. O IGCP envia por carta, para a morada registada, o código de acesso e a palavra-passe; depois de os activares, subscreves e pagas por referência Multibanco ou homebanking. O processo completo está explicado em AforroNet: como funciona. As funcionalidades da app dos CTT mudam com as actualizações, por isso confirma na própria app o que está disponível para subscrições e reforços.
Via 3: Banco BiG
Se já és cliente do Banco BiG, podes abrir a conta aforro e subscrever nos canais do banco, com a vantagem de teres tudo junto da tua conta. Se ainda não és cliente, abrir conta no banco só para isto raramente compensa, a menos que vás usá-lo para mais do que os certificados.
Comparação das três vias
| Via | Quem pode usar | Conta aforro | Rapidez | Mais indicada para |
|---|---|---|---|---|
| Balcão CTT | Qualquer pessoa | Abre-se no balcão | Imediata, com deslocação | Quem começa do zero |
| App CTT e AforroNet | Quem já tem conta aforro | Tem de existir previamente | No AforroNet, espera pela carta com as credenciais | Reforços e consultas |
| Banco BiG | Clientes do banco | Aberta nos canais do banco | Depende do acesso à conta no banco | Quem já é cliente |
Se o teu objectivo é subscrever hoje pela primeira vez, o balcão é normalmente a via mais rápida. Se já tens conta aforro e vais reforçar todos os meses, o canal online poupa-te deslocações.
Prazos: quando começa a render e quando podes mexer
A subscrição só conta depois de registada e paga, por isso confirma no comprovativo a data a partir da qual o valor entra no cálculo. Nos primeiros 3 meses não podes resgatar. A partir daí podes, e perdes apenas os juros do trimestre em curso, nunca o capital. Exemplo: 5.000 € à taxa base de 2,5% rendem 31,25 € brutos por trimestre, ou 22,50 € líquidos de IRS.
Os prémios de permanência crescem com o tempo: +0,25 p.p. nos anos 2 a 5, +0,50 p.p. nos anos 6 a 9, +1,00 p.p. nos anos 10 e 11, +1,50 p.p. nos anos 12 e 13 e +1,75 p.p. nos anos 14 e 15. Se estás indeciso entre esta opção e um banco, onde a taxa média dos novos depósitos ronda 1,63%, vê a comparação entre certificados de aforro ou depósito a prazo.
Erros comuns que atrasam ou custam dinheiro
- IBAN errado ou de terceiros: os resgates seguem para a conta associada à conta aforro. Se o IBAN estiver errado, o problema só aparece quando precisas do dinheiro.
- Morada desactualizada: a carta com as credenciais do AforroNet segue para a morada registada. Se não a recebes, não acedes.
- Tratar a taxa como fixa: a taxa base acompanha a Euribor 3M, mas tem o máximo de 2,5%. Com a Euribor 3M a 2,632% (13 de Outubro), já estamos acima desse limite, pelo que novas subidas da Euribor não aumentam a tua taxa base. Só uma descida abaixo de 2,5% a reduziria.
- Pôr aqui o dinheiro de que precisas já: há 3 meses de imobilização. O fundo de emergência imediato fica melhor numa conta à ordem.
- Ignorar o limite: são 250.000 € por aforrista na Série F. Para valores acima disso existem alternativas, mas convém planear antes de subscrever.
- Perder o comprovativo: guarda-o até confirmares a subscrição no extracto da conta aforro.
Em resumo: se procuras capital garantido pelo Estado e acesso ao dinheiro ao fim de 3 meses, a Série F cumpre; se a prioridade é o rendimento máximo, compara sempre com as alternativas antes de decidir.
Perguntas frequentes
Onde posso comprar certificados de aforro?
Nos balcões e na app dos CTT, no AforroNet do IGCP e no Banco BiG. Todas as vias exigem uma conta aforro, que é individual e não é uma conta bancária.
Qual é o valor mínimo para comprar certificados de aforro?
A primeira subscrição é de 100 € e os reforços podem ser feitos desde 10 €. O máximo na Série F é de 250.000 € por aforrista.
Posso comprar certificados de aforro online?
Sim, através do AforroNet ou da app dos CTT, mas precisas de ter a conta aforro já aberta. No AforroNet tens ainda de esperar pela carta com as credenciais, enviada para a morada registada.
Quanto rendem os certificados de aforro em 2026?
A Série F tem a taxa base no limite máximo de 2,5% brutos desde Setembro de 2026, a que se somam prémios de permanência a partir do 2.º ano. Os juros pagam 28% de IRS, retidos na capitalização trimestral.